O Fashion Rio nos mostra uma moda prudente e cautelosa, os estilistas não apresentaram nenhuma proposta audaciosa, preferindo ir pelo caminho do certo. Poucas marcas tiveram inovações (seja em cores, modelos ou tecidos), mas o que fica certo para o verão 2010 são os vestidos, não maioria mini, podendo ser justo ou mais soltinho; a transparência, que apareceu para homens e mulheres com e sem sobreposição; branco, bege e cinza: o estilo nude, rosado imitando o tom de pele, tanto para maquiagem, quanto acessórios e roupa no geral; cor: sozinha, acessa e pura, muito coral, rosa, laranja, azul e verde; e franjas e paetês: glamour na medida certa para um verão tropical.


































Cantão: inspirou-se no Robson Crusoé, por isso muitas estampas de mapas, muito pano solto sem função específica que acaba pesando a roupa.
Carlos Tufvesson: inspiração na era disco-punk: cores neon, arco-íris, estampas multicolor feitas pelo artista plástico Lucio Carvalho e escarpins coloridos feito por Constança Basto.
Apoena: desfile feito em homenagem à Capital Federal e ao arquiteto Oscar Niemayer. Belíssimo trabalho desenvolvido com artesãs da periferia de Brasília que resultaram em bordados delicados em cima do clássico xadrez vichy. Desfile leve e delicado.
Coven: trabalho muito o tricot, misturando-o com tecidos como a seda e aplicando bordado de perolas sobre. Muita transparência, bege e preto com estampas e bordados coloridos que se perdem na roupa. Jogo de ilusão: o que parece um tecido na verdade é outro, o que parece metal é apenas tinta, o que parece rígido é molenga. Belos colares.




Maria Bonita Extra: Desfile que confirma seu propósito: vestir meninas bem informadas e um tanto quanto comportadas. Inspirou-se no Mágico de Oz e conseguiu não ser literal no assunto. Muita cor flúor, vestidos minis e bem marcados, bastante organza, transparência e alguns paetês contrastando. O laço da Dorothy apareceu em diversos tamanhos e formas.



Marca Mac: tons claros que remetem à pureza, ao recomeço, ao trabalho artesanal.



Marca Mac: tons claros que remetem à pureza, ao recomeço, ao trabalho artesanal.


Graça Ottoni: inspiração japonesa. A maioria das peças com cores puras e básicas, tendo algumas estampas nipônicas. Muita seda e corte no viés, revelando o corpo da mulher idealizado por ela.



Walter Rodrigues: desfile mais minimalista que de costume, Walter apresentou-se ao ar livre. Muito preto e branco, calças sequinhas sobrepostos por saiotes esvoaçantes. Um pouco de transparência nas blusas, camisas e saias. Sapato muito bem desenhando, com apenas alguns recortes que revelam o pé. A cor apareceu pontualmente com um verde cítrico e em florais asiáticos. Simplicidade nas roupas.



Tessuti: anos 20, dança Charleston e as formas de Poiret foram algumas inspirações da Tessuti que mostrou uma coleção com muita franja, paetês e plumas feita para uma mulher sofisticada e segura de si. Blusas transparentes com soutien Pink por baixo mostra ousadia e feminilidade em um desfile que predominou cinza, preto, rosa e cinza.




Alessa: inspirada na gastronomia, teve muitas estampas de bocas e pratos. Atenção para os paetês multicoloridos e para as bijus todas feitas de balas.



Santa Ephigênia: misturou alegria e loucura com estampas de bolas e muito paetê.



Giulia Borges: novata do Fashion Rio inspirou-se em pipas, balões e leques e mostrou uma coleção bem estruturada com longas franjas, vestidos dobraduras e cores predominantemente claras.


Printing: Muito bege e cores solidas e fortes, como amarelo, azul, rosa e laranja. Cintura alta, calça carrot e mini vestidos brilhosos e de paetês.

Salinas: inspirada nas cores de Almodóvar,a Salinas mostrou uma coleção com muitas cor (claro), muitos laços e corações. Atenção na estampa de grampo de cabelo, e no maiô feito de plush (tecnologicamente aprimorado para poder se usar na água).



Lenny: mostrou mais uma vez, porque é a nº1 da moda praia brasileira. Peças modeladas que valorizam o corpo sem expô-lo demais em um desfile fluido, orgânico e sensual.



Juliana Jabour: inspirou-se nos esportes dos anos 80 com uma linguagem da noite. Utilizou belas botas para o verão e as cores em tom de bala.


Auslander: coleção inspirada naqueles que antecipam a moda e têm visão de vanguarda. Justos X soltinhos.



Espaço Fashion: mix de estampas e panos em vestidos soltinhos. Moda feminina e jovem como é a promessa da marca.

Totem: Inspirada no sol da meia-noite escandinavo, aquele que nunca se põe, e após uma troca de estilistas, a marca se mostrou uma das melhores surpresas do Fashion rio, mostrando uma coleção leve, contemporânea e cool.





Espaço Fashion: mix de estampas e panos em vestidos soltinhos. Moda feminina e jovem como é a promessa da marca.

Totem: Inspirada no sol da meia-noite escandinavo, aquele que nunca se põe, e após uma troca de estilistas, a marca se mostrou uma das melhores surpresas do Fashion rio, mostrando uma coleção leve, contemporânea e cool.



Redley: encerrou o Fashion Rio com um desfile comemorativo aos 25 anos da marca. Diferentemente dos demais desfiles apresentados, a cartela de cores escolhida pendeu mais paras os tons escuros,c Omo preto e azul marinho e teve as cores aparecendo pontualmente. Urbano, confortável, jeans, vestidos curtos e amplos mostrou que a Redley sabe muito bem fazer a moda que ela está disposta a fazer.










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